quinta-feira, 24 de maio de 2018

É obrigatório fazer faculdade?

       Não. Por quê? Porque na vida, estudo é apenas um caminho entre alguns outros. Apesar do mundo capitalista que vivemos praticamente todos dependerem de dinheiro para viver, a jornada acadêmica ser a única forma de obter este recurso é uma enganação, pois há como sobreviver também se a pessoa seguir pelo empresariado, viver primitivamente caçando e colhendo em florestas ou ainda em fazendas com algumas adaptações.
     Exemplificando, quando vendemos algo, recebemos dinheiro em troca. Se montamos uma empresa, pequena mesmo, oferecendo um serviço ou produto de qualidade e procurado pela população local, sempre atendendo as demandas com presteza e dedicação, obviamente ganha-se bastante dinheiro, podendo usá-lo para suprir nossas necessidades. Somente se o negócio crescer muito que fazer um curso profissionalizante se torna necessário para administrarmos melhor o empreendimento e evitar seu fracasso.
     Outra maneira seria viver de forma simples em florestas ou algo parecido. Caçando animais e colhendo frutos primitivamente. Não digo com ferramentas de pedra e pau, morando em cavernas, mas usando utensílios modernos e moradias confortáveis. Complementaria-se esse estilo executando artesanato feito usando materiais encontrados nesse ambiente, obtendo-se dinheiro vendendo-os em feiras de cidades próximas. Com esse recurso, consegue-se coisas que não existem na floresta como roupas, sapatos e etc. No filme "Capitão Fantástico", de 2016, tem-se uma demonstração disso, link. Vez ou outra pode-se precisar de algo das cidades como hospitais, mas sendo cuidadoso, será bem difícil.
       Semelhante a anterior, porém com um pouco mais de complexidade, viver em uma fazenda adaptada com  autossuficiência também é uma boa pedida. Como seria isso? Plantaría-se e criaría-se os alimentos mais necessários no local; teria um poço, açude, lago ou rio para fornecer água; objetos de madeira podem ser feitos de árvores cultivadas na própria fazenda; pedras serviriam para produzir brita ou fazer as fundações da residência (fizemos isso na casa da minha mãe); entre outras ações. Claro que ainda pode haver a dependência de coisas como energia elétrica, eletrodomésticos, veículos, e outros, porém podem ser obtidos por meio de dinheiro fruto da venda de produtos fabricados na própria fazenda.

        Há quem possa estar achando isso fantasioso demais, mas não é! São formas alternativas viáveis que podem suprir perfeitamente as necessidades de qualquer pessoa, basta ela decidir qual gostaria de viver. Uma coisa é certa: não tem como termos tudo o que queremos ou precisamos de "mão beijada", exigirá esforço da nossa parte para os conseguirmos.


terça-feira, 1 de maio de 2018

Qualidade não se fala, se faz

A gente vê muito por aí propagandas, slogans, comerciais e coisas do tipo anunciando a qualidade de produtos e serviços. Algumas empresas exageram demais nas características fazendo as pessoas ficarem atraídas, porém, quando elas usufruem do anunciado, as coisas podem se mostrar diferentes.
Exemplificando: você vai fazer um curso que dizem ser muito bom, terá ótimos professores e tal, mas quando começa a fazê-lo, depara-se com gente sem uma organização no conteúdo a ser ensinado, mal sabe ensinar, aplicar prova e etc. E aí? As pessoas oferecem um serviço, porém não se atentam a fazer com qualidade de modo a dispor realmente o que anuncia. Isto pode acontecer por causa de vários fatores como: falta de uma formação específica do funcionário, ausência de feedback constante e honesto dos usuários, os materiais e equipamentos são inadequados ou insuficientes, e a empresa não procura se basear em outras empresas que oferecem algo similar.
Mesmo com a qualidade ruim, para nos convencer a pagar pelo produto/serviço, exalta-se muito os pontos mais atrativos dos mesmos usando meios publicitários. Dá-se pouca atenção às suas falhas. Se emprega até pessoas bastante conhecidas que tenham a ver com o anunciado ou sejam bem carismáticas, bonitas e sensuais, isso quando podem pagar por elas, é claro! Usam também fotos editadas, valores financeiros de taxas, mensalidades e coisas do tipo bem baixas, menores que a da concorrência, com promoções, por exemplo. Colocam essas "vantagens" em tamanho gigantesco enquanto bem pequenininhos ficam detalhes que podem nos fazer ter vários problemas depois.
A vantagem de anunciar uma coisa boa e oferecer outra bem pior é que a curto prazo e caso não hajam outras opções melhores, a empresa consegue se manter e crescer, porém, em um período de tempo maior, isso irá denegrir sua imagem com certeza, pois é difícil encontrar cliente disposto a pagar, mesmo barato, pelo ruim havendo algo melhor, ainda que um pouco mais caro. É dinheiro jogado fora, podendo ser apropriadamente investido em outras coisas relacionadas ou não com o que se gastou. Prova disso podem ser encontradas aos montes nos comentários de usuários de produtos/serviços em sites diversos na internet. Até palavrão ocorre!

        Para ter algo de qualidade, dependendo do que se oferece, o empresário deve possuir fornecedores de produtos de grande durabilidade, funcionem bem, tenham garantia, dar preferência a marcas conhecidas e tudo isso a um preço que se dê para repassar ao cliente de forma bastante acessível, considerando a renda da ampla maioria da população.  Já no caso dos serviços, para equipamentos e ferramentas utilizadas vale o que foi dito antes, já o pessoal envolvido, prezar por gente capacitada, de preferência com experiência e, caso necessário e possível, fornecer treinamento para saberem o que fazer em cada momento e ser acessível afim de tirar eventuais dúvidas.
Portanto, fica a dica para você que oferece produtos e serviços: procure sempre ofertar o melhor, nem que gaste um pouco mais encarecendo também sua oferta, pois se o seu for o melhor, claro que terá preferência. Usuários devem sempre usar os de maior qualidade, obrigando o comércio a prover ele a todo instante, dessa forma, teremos ótimos serviços/produtos à nossa disposição quando procurarmos.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Punição

     Punição corresponde a ato indicativo de repreensão a alguém que fez algo não aceito por quem pune. Ela pode ser aplicada de variadas formas e é criada para fazer as pessoas obedecerem as regras, sua principal finalidade. Porém, há quem cometa abusos e exagere no ato repreensivo.
     Há coisas por aí que provocam satisfação em muita gente como comer, dinheiro, sexo, drogas, dirigir em alta velocidade, e etc. Entretanto, isso em si ou em excesso, pode prejudicar quem faz e os próximos  a ele. Pois, mesmo sabendo das consequências, a tentação tende a  desestabilizar o poder de decisão de qualquer um. Se afetasse somente quem errou, provavelmente a sociedade deixaria de lado, porém, na prática a ação costuma afetar bem mais gente e é aí que começa a preocupação.
     Exemplificando com algo simples: alguém que gosta de comer e come intensamente comidas muito calóricas, provavelmente vai engordar. Um pouquinho não seria um problema e sim bastante de modo que lhe acarrete problemas de saúde. Daí precisará de remédios, talvez cirurgias, hospitais, médicos e outros recursos para poder se tratar de uma consequência de maus hábitos. Isso pode gerar uma perda para alguém que não age assim, pois existe a chance de reduzir-se a disponibilidade de tais recursos a ele, então tais ações passam a prejudicar mais de uma pessoa. O prejuízo não é tão grave nesse caso, entretanto é apenas uma ação de muitas outras que existem por aí.
    Assim, com uma punição tenta-se "frear" desvios prejudiciais às pessoas. Ela, por ser algo desagradável e indesejável, alerta que se fizer coisa que seja indesejada, terá que passar por uma situação que tentará impor disciplina. Claro que tem muitos que ignoram isso e erram assim mesmo, nesse caso o que se faz é intensificar a desagradabilidade da punição para ver se tem um efeito melhor, mas ainda sim, às vezes, não adianta muito. Nesse nível deve-se mudar é onde ela "ataca"!
     Quando alguém dirige em alta velocidade, normalmente se aplica uma multa em dinheiro. É uma boa opção, mas nem sempre suficiente, pois às vezes ocorre reincidência dentro de pouco tempo. Poderia-se apreender o veículo por 30 dias ou prendê-lo para fazer um curso de segurança no trânsito. Talvez fossem medidas mais eficazes.
      Por outro lado, há quem puna imoralmente, pois sente prazer em punir outras pessoas ou não tenham um bom controle das próprias emoções e exageram no ato, cometendo agressão verbal, física, psicológica e até social, o que pode acarretar efeitos irreversíveis. Certo que o erro deve ser punido, porém de forma justa e adequada, pois se quer a melhoria das pessoas e não o oposto. Por isso tem-se que analisar a adequação da punição a ação errônea para melhorar as coisas e não piorar.
       Ou seja, punição é bom para endireitarmos os caminhos das pessoas que se desviam por falta de controle ou orientação. Aquele que pune deve fazê-lo com firmeza e racionalidade, sempre se atentando no efeito a longo prazo desta ação, pois assim estará ajudando a sociedade a melhorar um pouco a cada dia.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Existe verdade absoluta?

   Em ciência, verdade ou fato é aquilo que foi comprovado por meio de observação de um experimento. Absoluto corresponde a algo que não importa a condição ou situação, sempre se apresentará daquela forma. Então, verdade absoluta é aquela que independentemente do momento, sempre será verídica mantendo suas definições e conceitos. Aí eu pergunto: e existe algo assim?
     Antigamente acreditava-se que as doenças eram castigos divinos ou satânicos, hoje sabe-se que microrganismos diversos causam muitas delas; pensava-se também que dragões existiam quando descobriu-se depois que eram imaginados a partir de fósseis de dinossauros; cria-se que a Terra ficava no centro do Sistema Solar, porém desvendou-se que não era bem assim; supunha-se que a vida surgia do nada, era a Teoria da Abiogênese, mas conheceu-se o princípio da reprodução dos seres vivos; e também se acreditava que os seres humanos já estavam prontos dentro do homem, no interior da mulher só faziam crescer, daí essa visão machista caiu por terra com estudos mais detalhados.
    Muita coisa que se acreditava no passado, foi perdendo credibilidade com novas pesquisas e estudos que obtiveram informações antes desconhecidas e tudo que acreditamos hoje, um dia, lá na frente, deixará de ser verdade para a gente da mesma forma. Ou seja, o fato sempre tem uma data de validade desconhecida.
     Há quem possa pensar que isso é parcialmente inverídico, isto é, tem que ter pelo algumas coisas que são verídicas como, por exemplo, a gravidade; tudo que você solta na Terra ou em algum outro corpo celeste, cai. Ok, no nosso planeta sempre cai mesmo, mas será que em algum outro astro a Lei de Gravitação não funciona de um jeito diferente por conta de algo que desconhecemos? Não existe essa possibilidade?
    Em física quântica quando duas ou mais coisas têm chance de serem possíveis, adota-se que todas são verdadeiras com uma percentagem proporcional a possibilidade de cada uma ser verdadeira. Por exemplo, se numa caixa opaca são colocados um gato vivo e uma lata tampada de veneno mortal, mas que pode vazar seu resíduo e depois a caixa é fechada, há chance de 50% do felino estar morto e também de 50% dele estar vivo, então ele está os dois ao mesmo tempo. Claro, que isto é uma conjectura, mas de início, adota-se como verdade até que outra assuma seu lugar. O mesmo ocorre na nossa vida cotidiana, até termos algo que melhor explique alguma coisa "misteriosa", adotamos uma suposição como fato, mesmo sendo só uma conjectura, até que surja uma explicação melhor.
    Exemplificando, sem usar a Lei da Gravidade, como explicar o que faz os objetos caírem? Ah, eles têm peso e se não tiver nada embaixo para segurá-los, eles caem. Sim, mas por que não voam? Porque só coisas leves fazem isso. Mas pena é leve e não voa para sempre. Talvez seja porque não estamos de cabeça para baixo. Isto já seria uma resposta aceitável e até demonstrável usando uma caixa com um objeto dentro; ao virá-la de cabeça para baixo, o objeto vai para o que antes era o teto da caixa.
     Assim, a verdade que acreditamos é relativa, pois com o tempo ela provavelmente se torna inverídica e um novo fato temporário toma o seu lugar com novas informações obtidas. É até bacana ser assim, pois buscar sempre a verdade só impele para a frente em busca de novos horizontes, lugares inéditos que ampliam nosso universo conhecido. Isto serve também para você tomar cuidado ao tentar defender algo que acredita, pois poderá ser esforço em prol de uma mentira.

domingo, 30 de julho de 2017

Você conhece a 3EPA?

     O que vem a ser 3EPA? 3E = Eficiência, Eficácia e Efetividade. PA = Princípio da Adequação. Qual a diferença entre eles? Eficiência é conseguir fazer muito usando o mínimo de recurso; Eficácia está relacionada ao quão perto se chegou do objetivo; Efetivo relaciona-se ao que produz efeito, não obrigatoriamente ao desejado. Princípio da Adequação corresponde a compatibilidade do método a ser aplicado com a situação que se encontra.
    Eficiência é muito requisitada em empresas, pois ela aumenta os lucros reduzindo as despesas. Quando é utilizada no intuito de minimizar o consumo de tempo para se fazer algo, tem-se o aumento da produtividade, o que vem  a ser útil quando a demanda de serviços e produtos é grande, seja qual for a área.
    Já eficácia, assim como a anterior, tem níveis de intensidade, isto é, pode ser intensa ou fraca e está ligada ao quanto se aproxima do objetivo pretendido no tempo e condições estabelecidas, pois conseguir qualquer coisa é possível, mas nem sempre do jeito que a gente quer, nesse caso temos uma eficácia de menos de 100%, porém pode estar bem próxima disso ou não.
     Nem toda ação produz efeito imediatamente perceptível para nós, pois isso depende do quanto ela está atrelada às outras ações que dependem dela. Se as decorrentes forem muitas, então temos uma atitude ou ação com efetividade, cuja intensidade é diretamente proporcional ao tanto delas, mas não obrigatoriamente nos leva ao que almejamos se inexistirem atitudes complementares anuladoras dos eventos indesejados eventualmente ligados às nossas ações direta ou indiretamente.
   Os critérios anteriores valorizam excessivamente o resultado almejado, porém, carecemos do Princípio da Adequação para verificarmos a compatibilidade do método escolhido com a situação que temos. Como assim? Existem questões éticas, legais, morais e também consequências de médio e longo prazo a considerar na escolha da ação a ser tomada, pois, em vez de soluções, pode-se arrumar é mais problemas. Este tipo de pensamento faz parte do Princípio da Adequação, porque é uma preocupação com o futuro no intuito de promover algo estável, firme e sempre progressivo.
    Juntando esses critérios e princípio nas nossas tomadas de decisão, podemos desfrutar de um futuro profissional incrível. Isto mesmo! Eles foram imaginados para serem usados em ambiente de trabalho, mas nada impede a sua aplicação  em situações do cotidiano, corriqueiras, com algumas adaptações.
   Seguindo eles, você apresentará economia no uso do seu tempo e demais recursos, atingirá qualidade na elaboração de produtos, projetos e trabalhos assim como na prestação de serviços, conseguirá despertar a admiração dos seus colegas de trabalho e superiores e é impossível dizer que isso não te acarretaria promoções, aumentos de salários e evolução na carreira.
     Recomendo implementá-los com um pouco de humildade, pois o sucesso exacerbado pode subir-lhe a cabeça e deixará de valorizar também as pessoas, e elas têm a sua importância para as suas conquistas. Não as desrespeite!

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Língua, um ser vivo

     Não, não me refiro a língua como um órgão, trato de idioma, a linguagem que falamos. O que tem ela? Bem, desconheço entre os estrangeiros, mas aqui no Brasil a gente vê muito em redes sociais e no cotidiano pessoas corrigindo as outras dizendo que tal palavra não é assim que se escreve ou a maneira certa de falar é essa ou aquela. Do meu ponto de vista, isto intenta ajudar na compreensão e na estética das mensagens, mas mesmo assim, o idioma naturalmente se transforma.
     Sabe a origem da palavra "você"? Não fiz um estudo profundo, mas assistindo novelas e filmes de  tempos antigos assim como lendo livros com português arcaico, acredito que inicialmente falava-se muito "Vossa mercê" em Portugal; no Brasil colonial, gente da ralé dizia "Vosmecê", daí foi um "pulo" para chegar em "Você". Assim como temos "Caixa d'água", provavelmente no passado, para referir-se a algo dourado, diziam "cor de ouro" que depois virou "cor d'ouro" e "d'ouro", com o avançar do tempo, se transformou em "dourado".
     O que quero dizer é que a língua é como um ser vivo que evolui naturalmente com o avanço dos anos. As pessoas, sejam por baixa instrução, estilo, vontade, desconhecimento de uma palavra para descrever algo, por necessidade técnica ou social ou simplesmente vício de linguagem; criam regras gramaticais próprias, abreviam, juntam, separam, trocam letras e por aí vai. As ouvintes, pela repetição ou por considerarem mais legal ou apropriado, passam a falar também e isso se propaga entre tudo e todos.
     O que é mais importante na língua? É o escrever e falar bem? Não! É ser entendido. Ter a informação pensada transmitida corretamente para o outrem. Desobedecendo as regras gramaticais e ortográficas compromete-se isso? Num primeiro momento pode sim se usar-se palavras ou regras muito diferentes das que o ouvinte está habituado! Mas depois que se explica, conversam sobre o significado de cada coisa, a comunicação ocorre tranquilamente. Digo isso por experiência própria. Morei 10 anos em São Paulo e depois fui para o Ceará. Uma vez eu tava no recreio no ensino fundamental, uns amigos meus estavam conversando sobre um tal de "mudubim", e era essa palavra sendo repetida diversas vezes e eu sem saber o que era isso, então perguntei o significado dela, me explicaram que era amendoim. Pronto! Toda vida que usassem "mudubim" por aí, seria tranquilo. Outra vez estava na casa da minha vó que pediu para pegar umas folhas de "carrapateira"; se encontrava na minha frente e nada de me "tocar", daí ela apontou para aquilo, foi aí que percebi que se referia ao que eu conhecia como "mamona".
     Uma dificuldade que tenho é quando estou conversando com alguém no chat do facebook e a pessoa abrevia muito as palavras que usa. Parece um outro idioma. De fato, não sou deste universo e até eu pegar no "tranco", requer um tempo, mas um dia, com a exposição a isso, aprendo.
       Assim, muitas palavras que falamos e escrevemos hoje e são adotadas como cultas, no passado, eram tidas como coloquiais e várias outras que temos como errôneas hoje, futuramente serão incorporadas à gramática do nosso idioma ou de outros. 

sábado, 22 de abril de 2017

O mundo à sua volta fala contigo

       Nós temos vários sentidos como visão, olfato, paladar e tato. Graças a eles podemos sentir de tudo no nosso entorno e tais sensações, dependendo da nossa cultura, religião, experiência de vida, desenvolvimento mental e nível de sensibilidade, entre outros fatores, nos permite ter acesso a determinadas informações e/ou mensagens. Apenas devemos estar atentos a isso.
     Talvez você não acredite nisso, ache que seja imaginação minha, mas vamos analisar um exemplo: você quer comprar um carro, mas num dia chove, no outro aparece algo importante para resolver e te impede, até que chega o momento que ficas livre e quando vai lá comprar, encontra na primeira loja que entra e bem mais barato do que esperava; o vendedor explica que aquele é um modelo de final de estoque e que naquele dia está havendo promoção para poderem renovar os produtos, por isso o preço reduzido. Pensa aí! Se tivesse ido nos outros dias que foi impedido, será que teria tido a mesma facilidade e benefício? Então parece que temos alguém que está estimulando o que é melhor para você.
       Quando digo falar, não digo usar palavras, igual duas pessoas conversando. Me refiro a ações, acontecimentos que influenciam suas atitudes e tomadas de decisão, te guiando rumo a determinado futuro. Tais ações podem ser suaves ou radicais, sendo que aquelas nem sempre conseguem o objetivo pretendido, depende se você deixar, mas, para isso, tem que estar atento a elas e saber interpretá-las. Isto exige bastante de ti.
     Não é um ser vivo, mas parece sê-lo. Em muitas culturas antigas o mundo à nossa volta ou natureza foi tratado como uma divindade por conta do fascínio que provoca em muita gente. De fato, é de se maravilhar mesmo: algo maior do que nós, do qual fazemos parte, cuja dinâmica de funcionamento provoca o movimento dos seus componentes, o que nos inclui, de modo que alcancem o estado que devem alcançar, o de equilíbrio. Contrariarmos essas forças gera conflitos.
      Se não quiser aceitar o caminho imposto pelo mundo, para chegar onde queres com o mínimo de esforço e custo, o recomendado é ter "jogo de cintura", sair "driblando" o que ele te impõe com classe e desenvoltura, pois o mundo muda, então suas crenças podem estar conflitando agora, mas pode chegar o momento que isto pode mudar. Quem decide se quer arriscar é você, analisando bem seu interior, o que tu és, poderás ter uma maior certeza de que caminho seguir.