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domingo, 9 de setembro de 2018

As chances de acontecer

      Para algo acontecer, podem existir dezenas de elementos ou variáveis promotores. Fora isso, ainda tem a forma como eles interagem e o momento disso ocorrer, pois interação acontecendo em determinado instante acarreta uma ação, esta interage com outra variável promovendo em seguida novas ações numa reação gradativa que poderia ter aspecto diferente se a iniciante de tudo fosse outra. 
    Para a consecução de uma ação ou objetivo específicos, são necessárias determinadas ocorrências, com certas intensidades, ocorrendo numa sequência e instante certos como se fosse uma receita de bolo. Quão mais próximas as situações ocorrem da cadeia de eventos, maior a probabilidade ou chance da ação desejada ocorrer. Exemplificando: se você quer que um mamoeiro dê mamão o tempo todo, quando estiver botando flores, ele precisa de terra fértil e úmida, e insetos polinizadores. Tendo isso, é óbvio de serem elevadas as chances de conseguirmos o desejado, não é? Agora, digamos que em algum momento pare de chover e a planta não seja irrigada, mesmo ela dando as flores, provavelmente produzirá menos frutos e menores, pois a deficiência aquífera prejudica o desenvolvimento deles, reduzindo a probabilidade de manter a produtividade de outrora.
        Trazendo isso aos nossos objetivos, tanto profissionais quanto pessoais, entre os elementos que realizam nosso desejo, alguns correspondem justamente às nossas ações. Quando o objetivo depende grandemente das nossas atitudes, podemos aumentar e muito as chances dele ocorrer apenas fazendo as coisas necessárias no momento e sequência corretos.
       Exemplificando: você mora de casa alugada, é casada, ambos trabalham, porém não ganham mais do que um salário mínimo cada. Vocês têm um terreno disponível. É um pouco pequeno, mas dá para construir uma casa razoável. Tu queres construí-la, entretanto alega não ter dinheiro suficiente. Espera uma herança, conseguir um emprego de melhor salário ou uma outra oportunidade. Com esta atitude, as chances de construir sua casa um dia, são mínimas, bem dizer, nulas. Agora, mesmo você e seu marido ganhando pouco, se todo mês tirassem cada um no mínimo 100 reais do próprio salário e botassem numa poupança no banco e, no final do ano, pegassem o que juntaram, teriam cerca de 2,4 mil reais. Não é muito, mas dá para comprar alguns materiais de construção, se você, seu marido, ou parentes de ambos souberem trabalhar com alvenaria, marcenaria e soldagem, economizam um pouco com o custo de mão de obra. Ao usarem alguns materiais como pedras e paus úteis que hajam no terreno ou de refugo aproveitável de outras pessoas, já ajuda bastante. Mesmo não dando para construir a casa toda de uma vez, faz uma parte e no ano seguinte outra e assim sucessivamente. Quando menos esperar, terá construído tudo do jeito que queria. Com essa atitude, aumentou as chances de construí-la e morar na sua propriedade.
      O exemplo da casa se aplica a qualquer coisa que desejar, mas fique ciente: mesmo com organização, planejamento e dedicação extrema, o que tu fazes é apenas aumentar a chance dela ocorrer, pois como já falei, algo depende de vários elementos para acontecer e suas ações são apenas alguns deles.
    Se, no decorrer dos eventos, ocorrer alguma imprevisibilidade importante num momento inapropriado, o objetivo pode não ser alcançado ou demorar mais na obtenção. Pegando o exemplo da casa. Se você ou seu marido perderem o emprego, diminui a fonte de recurso para investir no empreendimento, até porque vocês têm outras despesas como feira, roupas, aluguel, gasolina da moto ou carro, remédios, material escolar dos filhos, entre outros custos importantes. O projeto fica inviabilizado por um tempo até terem uma nova fonte de renda, viabilizando-o novamente.
        Portanto, tomar as atitudes corretas, aumenta as chances de alcançar seus objetivos, porém tudo não está sob seu controle plenamente e pode ocorrer de demorar ainda mais do que o esperado para alcançá-los.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Punição

     Punição corresponde a ato indicativo de repreensão a alguém que fez algo não aceito por quem pune. Ela pode ser aplicada de variadas formas e é criada para fazer as pessoas obedecerem as regras, sua principal finalidade. Porém, há quem cometa abusos e exagere no ato repreensivo.
     Há coisas por aí que provocam satisfação em muita gente como comer, dinheiro, sexo, drogas, dirigir em alta velocidade, e etc. Entretanto, isso em si ou em excesso, pode prejudicar quem faz e os próximos  a ele. Pois, mesmo sabendo das consequências, a tentação tende a  desestabilizar o poder de decisão de qualquer um. Se afetasse somente quem errou, provavelmente a sociedade deixaria de lado, porém, na prática a ação costuma afetar bem mais gente e é aí que começa a preocupação.
     Exemplificando com algo simples: alguém que gosta de comer e come intensamente comidas muito calóricas, provavelmente vai engordar. Um pouquinho não seria um problema e sim bastante de modo que lhe acarrete problemas de saúde. Daí precisará de remédios, talvez cirurgias, hospitais, médicos e outros recursos para poder se tratar de uma consequência de maus hábitos. Isso pode gerar uma perda para alguém que não age assim, pois existe a chance de reduzir-se a disponibilidade de tais recursos a ele, então tais ações passam a prejudicar mais de uma pessoa. O prejuízo não é tão grave nesse caso, entretanto é apenas uma ação de muitas outras que existem por aí.
    Assim, com uma punição tenta-se "frear" desvios prejudiciais às pessoas. Ela, por ser algo desagradável e indesejável, alerta que se fizer coisa que seja indesejada, terá que passar por uma situação que tentará impor disciplina. Claro que tem muitos que ignoram isso e erram assim mesmo, nesse caso o que se faz é intensificar a desagradabilidade da punição para ver se tem um efeito melhor, mas ainda sim, às vezes, não adianta muito. Nesse nível deve-se mudar é onde ela "ataca"!
     Quando alguém dirige em alta velocidade, normalmente se aplica uma multa em dinheiro. É uma boa opção, mas nem sempre suficiente, pois às vezes ocorre reincidência dentro de pouco tempo. Poderia-se apreender o veículo por 30 dias ou prendê-lo para fazer um curso de segurança no trânsito. Talvez fossem medidas mais eficazes.
      Por outro lado, há quem puna imoralmente, pois sente prazer em punir outras pessoas ou não tenham um bom controle das próprias emoções e exageram no ato, cometendo agressão verbal, física, psicológica e até social, o que pode acarretar efeitos irreversíveis. Certo que o erro deve ser punido, porém de forma justa e adequada, pois se quer a melhoria das pessoas e não o oposto. Por isso tem-se que analisar a adequação da punição a ação errônea para melhorar as coisas e não piorar.
       Ou seja, punição é bom para endireitarmos os caminhos das pessoas que se desviam por falta de controle ou orientação. Aquele que pune deve fazê-lo com firmeza e racionalidade, sempre se atentando no efeito a longo prazo desta ação, pois assim estará ajudando a sociedade a melhorar um pouco a cada dia.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Se um humano pode fazer, qualquer outro também poderá

          Há sempre um medo de tentar algo novo, pois o fato de nunca ter tentado antes,  cria uma dúvida sobre a capacidade de fazê-lo. Tem-se receio de fracassar e, se houver público, de ainda ser lembrado diversas vezes, o que diminuiria o estímulo de seguir em frente. Como sanar tal questionamento? Um artifício é se referenciar nas ações de outras pessoas que conseguiram fazer tal ação com sucesso.
          É fato que nem todo mundo é igual, possuem educação diferente, visão de mundo distinta e até religiões diferentes. Todos estes fatores influenciam na tomada de decisão de qualquer pessoa. Porém, quanto ao aspecto físico ou biológico, somos absurdamente semelhantes.
       Todas as nossas características como um ser vivo, nos permite fazer determinadas coisas, talvez não tudo, mas muitas delas. Agora, ao que corresponde cada tarefa que podemos realizar, em muitos casos, tem-se uma incógnita. Para descobrir, só fazendo mesmo!
       Todos nós temos capacidade semelhante, podemos fazer e alcançar os mesmos objetivos, assim, se um alcança algo, qualquer outro com o corpo e mente semelhantes também pode, melhor ou pior. Exemplificando: se uma pessoa consegue nadar 100m sem parar, outra tem a mesma possibilidade de fazê-lo; se alguém pular 3m, qualquer um possui a mesma capacidade; se algum indivíduo passa em uma prova do ITA, outro pode conseguir também; e por aí vai.
       Isso não é copiar ações ou seguir os mesmos passos dos outros, é apenas aprendizado e provavelmente sempre foi assim, pois os hominídeos primitivos possivelmente costumavam imitar as ações daqueles que agiam diferentemente da maioria do grupo, ficando em vantagem em relação aos demais.
          O novo é algo que muita gente quer. Ele é cobiçado, mas, para chegar até onde se encontra, nem sempre é fácil. Pode haver alguns empecilhos para a pessoa enfrentar, dentro e fora dela. Apesar das dificuldades que virem pela frente e o temor provocado, após a fase de esforço e dificuldades, o conquistado provavelmente valerá a pena, trará muita felicidade e te fará ver que quem quer, consegue.
       Portanto, o sentimento de impossível enfraquece e se fortalece o de possível. Ganha-se estímulo para tentar o tão receado algo novo e assim desfrutar de tudo de bom que ele possa oferecer e com isso sentimos a capacidade tomar conta do nosso corpo, conquistando cada vez mais objetivos até mesmo nunca imaginados por ninguém. É isso ou ficar na rotina!