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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Se um humano pode fazer, qualquer outro também poderá

          Há sempre um medo de tentar algo novo, pois o fato de nunca ter tentado antes,  cria uma dúvida sobre a capacidade de fazê-lo. Tem-se receio de fracassar e, se houver público, de ainda ser lembrado diversas vezes, o que diminuiria o estímulo de seguir em frente. Como sanar tal questionamento? Um artifício é se referenciar nas ações de outras pessoas que conseguiram fazer tal ação com sucesso.
          É fato que nem todo mundo é igual, possuem educação diferente, visão de mundo distinta e até religiões diferentes. Todos estes fatores influenciam na tomada de decisão de qualquer pessoa. Porém, quanto ao aspecto físico ou biológico, somos absurdamente semelhantes.
       Todas as nossas características como um ser vivo, nos permite fazer determinadas coisas, talvez não tudo, mas muitas delas. Agora, ao que corresponde cada tarefa que podemos realizar, em muitos casos, tem-se uma incógnita. Para descobrir, só fazendo mesmo!
       Todos nós temos capacidade semelhante, podemos fazer e alcançar os mesmos objetivos, assim, se um alcança algo, qualquer outro com o corpo e mente semelhantes também pode, melhor ou pior. Exemplificando: se uma pessoa consegue nadar 100m sem parar, outra tem a mesma possibilidade de fazê-lo; se alguém pular 3m, qualquer um possui a mesma capacidade; se algum indivíduo passa em uma prova do ITA, outro pode conseguir também; e por aí vai.
       Isso não é copiar ações ou seguir os mesmos passos dos outros, é apenas aprendizado e provavelmente sempre foi assim, pois os hominídeos primitivos possivelmente costumavam imitar as ações daqueles que agiam diferentemente da maioria do grupo, ficando em vantagem em relação aos demais.
          O novo é algo que muita gente quer. Ele é cobiçado, mas, para chegar até onde se encontra, nem sempre é fácil. Pode haver alguns empecilhos para a pessoa enfrentar, dentro e fora dela. Apesar das dificuldades que virem pela frente e o temor provocado, após a fase de esforço e dificuldades, o conquistado provavelmente valerá a pena, trará muita felicidade e te fará ver que quem quer, consegue.
       Portanto, o sentimento de impossível enfraquece e se fortalece o de possível. Ganha-se estímulo para tentar o tão receado algo novo e assim desfrutar de tudo de bom que ele possa oferecer e com isso sentimos a capacidade tomar conta do nosso corpo, conquistando cada vez mais objetivos até mesmo nunca imaginados por ninguém. É isso ou ficar na rotina!

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Sonho, a coisa mais importante

     Há quem considere comida, ar ou água as coisas mais importantes, outros consideram o dinheiro. Mas será que mesmo tendo todas elas ou somente uma delas, não existe a possibilidade de  se sentir um vazio por dentro?
    De fato, nosso corpo precisa de comida, água e ar para sobreviver. É uma questão biológica importante que se não for atendida dentro de curto ou médio prazo, pode nos impedir de fazer qualquer coisa. No sistema capitalista que vivemos, dinheiro é indispensável para comprarmos coisas que precisamos como estas três já mencionadas e roupas, transporte, moradia, entre outras necessidades. Mas, com tudo isso atendido, acabou-se e pronto? Não há mais nada para se querer?
    Penso eu que a importância de tais elementos é secundária, pois se estivermos numa situação que queiramos realizar um sonho ou um desejo intensamente desejado e o mesmo se realiza ou tem uma oportunidade para isso, dependendo do tamanho da nossa força de vontade para com ele, somos capazes de abrir mão de tudo temporária ou permanentemente, seja o que for, para poder tê-lo. Exemplos?
   Siddhartha Gautama, o Buda, largou a vida de príncipe para poder ajudar outras pessoas. Sylvester Stallone, ator de Hollywood, chegou a dormir na rua e provavelmente passar fome para poder conseguir gravar o primeiro filme dele. Whindersson Nunes, youtuber piauiense famoso pelo Brasil, chegou a passar por provações morando em um quartinho fornecido por outras pessoas, só para poder ter acesso a internet e assim gravar seus vídeos. Teve um caso de um homem nos EUA, de origem africana, que pegou toda a herança que acabara de receber e doou para a construção de um hospital na sua cidade de origem. Está bom ou quer mais?
    Estes são apenas alguns casos de vários outros que ocorreram e ocorrem por aí todo santo dia e hão de ocorrer sempre. Pessoas que consideram o que acreditam, o que sonham, como sendo mais importante do que tudo, uma razão de viver extremamente importante. Conseguindo torná-los reais, é quase como não terem mais nada para fazer na vida. Mas também não é para tanto!
    Após uma concretização, por que não pode haver outra e depois outra infinitamente? Afinal, a pessoa costuma continuar viva depois da empreitada, não é mesmo? Então, depois de um sonho realizado, outro toma o seu lugar produzindo ainda mais bem estar para todos que usufruem de tais ações.
    

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Fé na humanidade

     Diante de tudo o que vemos no nosso cotidiano e na mídia como assaltos, corrupção, mortes, doenças e outras mazelas assolando a humanidade e sabendo que a causa disso é ela própria cometendo sempre os mesmos erros geração após geração, muitos pensam que nós nunca aprenderemos a viver corretamente. Entretanto, penso que isto está errado. Pois acredito sim que poderemos aprender a fazer o certo, apenas precisamos de tempo, o que é incerto se considerarmos a fragilidade da vida humana.
     Talvez você diga que estou errado, mas quero que analise como vivemos hoje e compare como vivíamos mil anos atrás, no que acreditávamos, como resolvíamos nossos problemas. Vou pegar um exemplo: na Idade Média ocorreu uma vez a chamada Peste Bubônica ou Peste Negra que dizimou cerca de 1/4 ou 1/3 da população européia no século XIV. Enfermos dessa época acreditavam que isso era um castigo de Deus pelos pecados que cometeram. Se açoitavam, flagelavam, entregavam seus bens para a igreja e nada resolvia, pois eles não sabiam que a peste era causada por uma bactéria oriunda de uma pulga que vivia no rato preto. Este teve uma explosão populacional pelas cidades europeias após as pessoas matarem todos os gatos que encontravam por acreditar que tinham ligação com as supostas bruxas. O conceito de microorganismo e sua relação com as doenças eram desconhecidos nessa época e só foi sendo adquirido com o tempo. 
    Tal como ocorreu com a Peste Negra, muitos de nós fazemos coisas hoje sem pensar nos resultados a longo prazo seja por desconsiderá-lo ou por falta de conhecimento. Muitas pessoas pensam que enquanto só nos beneficiarmos, não temos com o que nos preocupar. Entretanto, o benefício obtido por erro é temporário, pois com o passar do tempo, a coisa boa "puxa" coisa ruim. 
     Exemplificando: quando você é um governador e usa superfaturamento em licitações, desviando dinheiro público para o próprio benefício, de modo que reduz-se os investimentos em educação, muitos jovens têm uma péssima instrução, não conseguem arrumar um emprego digno e acabam virando ladrões que um dia roubam seu carro. Entendeu a referência?
     Aí você diz que todo este texto é inútil, pois leem, mas é como se não tivessem lido. De fato isso ocorre com a ampla maioria das pessoas, mas como exemplifiquei com a Peste Bubônica, é algo que leva tempo. Mudar uma pessoa já é difícil, mudar uma civilização inteira é ainda mais trabalhoso. Ocorre a passos lentos, só analisar nosso passado e comparar com nosso presente. Devemos nos ater que todos nós estamos no mesmo barco, moramos no mesmo planeta e pertencemos a mesma civilização. Somos interdependentes e o que afeta um, afeta todos, não obrigatoriamente de forma imediata, mas mais cedo ou mais tarde.
    Entretanto, a vida humana é delicada. Podemos morrer de 1 bilhão de maneiras diferentes e ainda inventamos novas maneiras de nos suicidarmos. Acredito que daqui a 2 mil ou 4 mil anos, podemos dar uma grande avançada na forma de agirmos, mas não tenho certeza alguma se viveremos até esse dia.