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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

O melhor caminho

     Todo adolescente chega a um momento que se enche de perguntas como: que caminho escolherei daqui em diante? que trabalho terei? devo fazer uma faculdade? Se sim, qual? Devo tentar uma oportunidade fora da minha cidade? Um curso final de semana pode ser bom? Ter filho agora é uma boa ideia? Entre muitas outras questões...
         Estas perguntas são importantes, pois um caminho bem definido desde já, nos ajuda a ganhar tempo e evitar desperdício de esforço e dinheiro. Conseguimos nossos objetivos em um curto espaço temporal e sem arrependimentos se comparado a agir às cegas. Mas responder essas perguntas não é uma tarefa fácil para muita gente.
       Alguém com tantas dúvidas pode resolvê-las conversando com uma pessoa adequada, mas com quem quando pertencem a famílias um tanto quanto problemáticas como pai alcoólatra, mãe sem um juízo muito certo, outros familiares e até amigos um tanto quanto pessimistas ou conservadores demais?
    Uma saída é, sempre que possível, conversar muito com gente de sucesso atentando ao que fizeram no passado e também analisar casos diversos de pessoas mais velhas prestando atenção nos resultados das escolhas delas. Com estas informações, poderá ver distintos destinos e que ações podem te levar a cada um deles. Assim, tu saberás o que fazer e não fazer dependendo de onde quer chegar.
        Acrescente ainda informações obtidas de leituras e pesquisas em jornais, livros, revistas, sites e outras fontes. Por exemplo, no caso da escolha de um emprego, não basta apenas você escolher algo que goste de fazer, tem que analisar a demanda do mercado, salário, se precisa de uma faculdade e se você encara uma. Depois de tudo isso analisado, aí sim você pode se decidir que caminho seguir, pois um desejo pode também lhe prejudicar se não for bem observado.
       Ao perseguir um objetivo, fique ligado que o tempo para alcançá-lo é diretamente proporcional ao seu tamanho, ou seja, quanto maior ele for, mais se demorará para chegar nele e talvez sua vida não dure o suficiente. Este é mais um ponto que deve se atentar na escolha do objetivo para reduzir sua ansiedade e, mesmo que ele seja de difícil obtenção, não obrigatoriamente deve pensar em desistir, pois nem tudo que se pensa, acontece de fato.
     Com nosso amadurecimento e aumento do nosso conhecimento, conhecemos uma nova realidade que pode nos forçar a mudar nossos desejos. Com esta mudança, é de se esperar uma alteração significativa em nossas aspirações que pode mudar nosso caminho. Assim, não se agarre tanto ao seu objetivo fazendo dele uma obsessão, isso evitará sofrimento futuro e o cometimento de erros graves.
       Enfim, devemos escolher um caminho para seguir, pois parado não podemos ficar. Pode não ser fácil escolher um caminho bom, mas impossível não o é. Siga em frente e atente-se sempre que for necessário mudar de rota.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Fé na humanidade

     Diante de tudo o que vemos no nosso cotidiano e na mídia como assaltos, corrupção, mortes, doenças e outras mazelas assolando a humanidade e sabendo que a causa disso é ela própria cometendo sempre os mesmos erros geração após geração, muitos pensam que nós nunca aprenderemos a viver corretamente. Entretanto, penso que isto está errado. Pois acredito sim que poderemos aprender a fazer o certo, apenas precisamos de tempo, o que é incerto se considerarmos a fragilidade da vida humana.
     Talvez você diga que estou errado, mas quero que analise como vivemos hoje e compare como vivíamos mil anos atrás, no que acreditávamos, como resolvíamos nossos problemas. Vou pegar um exemplo: na Idade Média ocorreu uma vez a chamada Peste Bubônica ou Peste Negra que dizimou cerca de 1/4 ou 1/3 da população européia no século XIV. Enfermos dessa época acreditavam que isso era um castigo de Deus pelos pecados que cometeram. Se açoitavam, flagelavam, entregavam seus bens para a igreja e nada resolvia, pois eles não sabiam que a peste era causada por uma bactéria oriunda de uma pulga que vivia no rato preto. Este teve uma explosão populacional pelas cidades europeias após as pessoas matarem todos os gatos que encontravam por acreditar que tinham ligação com as supostas bruxas. O conceito de microorganismo e sua relação com as doenças eram desconhecidos nessa época e só foi sendo adquirido com o tempo. 
    Tal como ocorreu com a Peste Negra, muitos de nós fazemos coisas hoje sem pensar nos resultados a longo prazo seja por desconsiderá-lo ou por falta de conhecimento. Muitas pessoas pensam que enquanto só nos beneficiarmos, não temos com o que nos preocupar. Entretanto, o benefício obtido por erro é temporário, pois com o passar do tempo, a coisa boa "puxa" coisa ruim. 
     Exemplificando: quando você é um governador e usa superfaturamento em licitações, desviando dinheiro público para o próprio benefício, de modo que reduz-se os investimentos em educação, muitos jovens têm uma péssima instrução, não conseguem arrumar um emprego digno e acabam virando ladrões que um dia roubam seu carro. Entendeu a referência?
     Aí você diz que todo este texto é inútil, pois leem, mas é como se não tivessem lido. De fato isso ocorre com a ampla maioria das pessoas, mas como exemplifiquei com a Peste Bubônica, é algo que leva tempo. Mudar uma pessoa já é difícil, mudar uma civilização inteira é ainda mais trabalhoso. Ocorre a passos lentos, só analisar nosso passado e comparar com nosso presente. Devemos nos ater que todos nós estamos no mesmo barco, moramos no mesmo planeta e pertencemos a mesma civilização. Somos interdependentes e o que afeta um, afeta todos, não obrigatoriamente de forma imediata, mas mais cedo ou mais tarde.
    Entretanto, a vida humana é delicada. Podemos morrer de 1 bilhão de maneiras diferentes e ainda inventamos novas maneiras de nos suicidarmos. Acredito que daqui a 2 mil ou 4 mil anos, podemos dar uma grande avançada na forma de agirmos, mas não tenho certeza alguma se viveremos até esse dia.