sexta-feira, 20 de maio de 2016

Técnica da Balança

     Antes de mais nada, esta técnica não é nova, é apenas uma remodelagem de outra que vi no seriado Dois Homens e Meio, uma de duas listas que o irmão de Charlie sempre fazia quando ele ou alguém precisava tomar uma decisão difícil. E provavelmente esta deve ser muito usada por psicólogos, pediatras e outros profissionais, não sei!
     Enfim, a técnica da balança é usada sempre que tem-se que tomar uma decisão sobre algo importante e se está na dúvida. 
      Consiste em imaginar uma balança de dois pratos, um prato é do CONTRA, é onde se deve colocar tudo que indica que não deve fazer o que esta decisão pede; o outro prato é do PRÓ, é onde se deve colocar tudo que indica que deve fazer o que a decisão pede. Depois que não achar mais nada para colocar nos pratos, veja qual lado tem mais itens, o que tiver mais ganha e assim você decide pelo lado vencedor. Vou exemplificar uma situação que ocorreu comigo e usei o princípio da balança.
         Após a faculdade, fui estagiar em uma empresa que ficava a 20km da minha casa, no meio dos matos.  Para ir para lá, eu ía de carona com outro funcionário, mas isso começou a me incomodar, pois às vezes eu tinha que sair mais tarde ou ir mais tarde e desse jeito não dava certo. Então pensei em comprar uma moto, porém fiquei na dúvida se era o certo a fazer mesmo, então apliquei a balança.
        Observando a figura acima fica fácil entender, né? Como o lado do PRÓ pesou mais, obviamente eu comprei a moto e de fato isso foi muito bom para mim, pois quando quis fazer concursos em cidades vizinhas, tive transporte próprio para isso, resolver coisas da minha mãe em outras cidades também ficou fácil e a falta de prática que havia no prato do CONTRA da balança, sumiu depois, pois aos poucos fui ganhando habilidade, até pilotei motos da empresa em plena BR sem muitos problemas.
           Então, pessoal, deixo esta técnica para ajudar vocês nos seus momentos de dúvida e assim como me ajudou, provavelmente poderá ajudar vocês também. Boas decisões a todos.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Amigo de verdade

     Cada um deve ter sua própria definição de amigo de verdade. Uns dizem que é aquele que paga seu almoço, outros que é aquele que lhe dá carona e tem ainda quem pensa que é aquele que faz o seu dever de casa.
      Diante das minhas observações, para mim, amigo de verdade não é nada disso que mencionei, ele pode até fazer essas coisas, mas tais ações não o definem como um amigo de verdade, pois este é aquele que mesmo que você seja feio, pobre, chato, briguento, maltrapilho, baixinho, entre outras características que pouquíssima gente adora, ele vai sempre estar perto de você querendo conversar, te abraçar ou beijar. Para gostar de alguém em um momento tão desagradável, tem que ser amigo mesmo. 
     Outra característica importante que um amigo de verdade tem, é sempre estar contigo nas horas difíceis, isto é, quando você está precisando de ajuda, pode ser o que for, se ele puder lhe ajudar, lhe ajuda, seja com um conselho, com um abraço, um beijo ou uma informação útil.
     Quando encontrar este tipo de pessoa, procure preservá-la o tanto quanto possível na sua vida, pois sempre que passamos por momentos de dificuldades, podemos pensar em desistir dos nossos sonhos ou até mesmo de viver, e estas pessoas nos dão forças para acreditarmos que temos capacidade, que ainda temos chance, que é só tentarmos de novo e de novo que uma hora conseguiremos o que queremos, que temos o direito de sermos felizes e assim temos o nosso lugar nesse mundo, que temos apenas que pensar melhor, organizar nossas ações que tudo se resolve. Tudo isso elas fazem com a gente nos nossos momentos de crises que são passageiros. 
(Fonte da imagem: <http://saojoaobosco.com.br/as-tres-fases-para-formacao-da-amizade.html> acesso em 26 abr.2016)

terça-feira, 29 de março de 2016

O que é realidade?

      O que é realidade para você? O que você está vendo agora de forma sóbria? Sem efeito de drogas ou remédios? Mas o que garante que o que você está vendo, está mesmo na sua frente do jeito que você está vendo? Aí você me diz, se as pessoas ao meu lado estão vendo o que estou vendo do mesmo jeito que estou vendo, então é real! Sim, você está adotando outros seres humanos, mas e animais? Eles vêm como a gente? Tubarões brancos enxergam igual a gente, cores e formatos. Gatos enxergam formatos como a gente, mas só enxergam preto e branco. Cobras só enxergam coisas através do calor que emitem, semelhantemente a uma câmera térmica. Tubarões martelo enxergam o mundo à sua volta através de sinais elétricos, difícil imaginar como é o mundo para eles. Aí eu pergunto: qual destas criaturas está vendo a realidade? Talvez você fique tendencioso a responder que é o homem. 
      Porém, o homem é um ser vivo assim como vários outros. Tem sangue, coração, cérebro, olhos, pele, come, respira, caga, mija e morre como muitos outros seres vivos. Claro que cada um à sua maneira, mas na essência todos o fazem.
       Até mesmo entre humanos ocorre diferenças entre o que cada um vê. O vermelho que eu enxergo não é o mesmo vermelho que tu enxergas. Nossos olhos, ou melhor, os bastonetes e cones que hão em nossa retina, apresentam ligeiras diferenças estruturais que causam diferenças ínfimas nas cores que vemos. Me refiro a intensidade da cor. E mais, dada a experiência de vida, cultura, religião, sexo e quantidade de conhecimento que cada pessoa tem, um mesmo objeto visto, somado a tais variáveis, passa a ter um significado diferente, o que gera uma realidade diferente. Por exemplo: quando você olha um carro, lhe vem a mente a palavra utilidade, conforto, redução de tempo no transporte, facilidade ao fazer compras ou uma viagem; já outra pessoa, olhando para o mesmo carro, pode pensar em azaração, pega mulher, ir para um monte de festa e etc; já outra pessoa pode pensar em trânsito, stress, poluição que o carro provoca, enfim, algo que só traria aborrecimentos. Cada situação dessa é uma realidade ligeiramente diferente uma da outra por conta do significado de cada objeto para cada pessoa.
    Como podemos ver, por conta de diferentes variáveis envolvidas, a realidade de cada pessoa, apresenta pequenas diferenças e entre animais as diferenças podem se acentuar. Em todos eles, o mundo que se enxerga, é feito de informação de segunda mão: os estímulos físicos à nossa volta, estimulam nossos sentidos (principalmente os olhos, naqueles que os têm), que geram sinais eletroquímicos que viajam pelos nervos até o cérebro onde é processado com informações antigas e gera a realidade que vemos ou  imaginamos, ou seja, o mundo que pensamos ser real, só existe dentro da nossa cabeça.
     Não tô dizendo que  quando você olha para uma cadeira, ela não está lá, pois ela está lá. O que estou dizendo é que não há garantia que ela seja do jeito que está vendo, com a cor, formato e a distância que está vendo. Mas aí você diz: se eu a ver com certa altura e tentar sentar nela considerando a altura que estou vendo, eu consigo sentar sem problema. O que é verdade. Mesmo a realidade não sendo igual para todo mundo, o que vemos permite que possamos interagir com o mundo a nossa volta sem esbarrar nas coisas e sem cometer erros perceptíveis.
     De fato, mesmo o mundo visto existindo apenas dentro da nossa cabeça, conseguimos viver nele tranquilamente. Então tudo isso que eu falei é conversa inútil? Não. É só uma proposta para refletirmos que mesmo que tudo esteja tranquilo, ele não é verdade, não é real, é só para te conscientizar do que acontece à sua volta para não se iludir.

 











(Pintura de Oleg Shuplyak)

segunda-feira, 14 de março de 2016

Ciclo da fênix

     Fênix é um pássaro mitológico que ao ser queimado renasce das cinzas ainda mais vigoroso. Sempre repete este processo quando percebe que está perto de morrer.
       Assim como a fênix, nós humanos também realizamos este processo de tempos em tempos, isto é, nascemos e morremos várias vezes. É apenas uma maneira de interpretar, vamos lá!
       Quando você vence um desafio, aprende uma coisa nova ou passa a entender algo de uma forma diferente, você acabou de morrer e nascer de novo. Como? Aquele seu EU que não sabia deste conhecimento novo, que não tinha capacidade de vencer o desafio ou entendia as coisas de uma forma diferente, acabou de MORRER e acabou  de NASCER aquele seu EU com mais capacidade, com um novo conhecimento e que passa a compreender algo de uma forma totalmente nova, morreu e nasceu, como a fênix.
        Talvez você pense que não seja assim, mas lembre do momento em que venceu um desafio, por exemplo, lembre como era você antes de vencer o desafio, como se sentia, como os outros te olhavam, como era o mundo a sua volta. Agora compare com a situação após o desafio, como se sentiu, como os outros passaram a te olhar, como o mundo lhe passou a parecer. É disso que tô falando!
         Mesmo que não percebamos, passamos por esse ciclo diversas vezes ao longo da nossa vida, só lembrar das situações que se encaixam perfeitamente com o que é necessário para "matar" seu EU antigo. O nosso amadurecimento ocorre usando isso, nos fazendo viver mais sabiamente, com menos sofrimento e com maior destreza. Então, está a fim de morrer de novo?

quinta-feira, 10 de março de 2016

Opostos lado a lado

      Tudo que é vivo, um dia morre, tudo que tem alegria, tem seus momentos de tristeza e tudo que tem luz também tem escuridão, mesmo que não aparente. Para onde você olhar, não estando dentro do que observa, verá que todas as coisas, vivas ou não, possuem elementos opostos que ocorrem em momentos diferentes. 
      Muitas pessoas têm o hábito de apenas enxergar ou procurar enxergar a parte boa da vida ou realidade desconsiderando a parte ruim, como se pudesse separá-la como gado. Porém, a coisa boa que tanto gostamos precisa da ruim, pois uma defina a outra, uma existencializa a outra de uma forma que a ausência de uma, confunde o conceito da outra. Por exemplo, alegria, o que é alegria? Sorrir, estar bem, não ter sentimentos e pensamentos ruins. Opa! Já falei em coisa ruim, né? E mais! Se tem quem sorri, tem quem não sorri, se tem quem não sorri, provavelmente tem quem chora, quem berra e sofre. Para conhecer o que você deve buscar, tu deves saber do que deve se afastar.
            Uma vez, meu tio e padrinho Tarcísio falou que, geralmente, pobre que ficou rico, não tem medo de ficar pobre de novo, pois já sabe como é a pobreza. Já uma pessoa que já nasceu na riqueza, tem esse medo, pois não sabe o que é pobreza! Devemos aceitar, conhecer, sentir um pouco os dois lados da moeda de tudo que existe, não digo que você deve sempre ficar triste ou sempre sentir dor, enfim, sempre se expor a coisas ruins. Digo que quando sentí-las, não pense que é o fim do mundo. Procure aprender com o momento de dificuldade, o que te trouxe a ele? O que tu pode fazer para sair dele? Essas reflexões lhe passarão um novo aprendizado, pois quando você faz as coisas do jeito certo, tu nem analisa calmamente o que fez, mas quando erra, sim. O erro é um momento de aprendizado!
        Temos que aceitar que a natureza é assim, não me refiro a natureza humana! Caso contrário, entraremos em meros conflitos conceituais que podem nos fazer sofrer desnecessariamente por nossa própria causa. E sofrer não costuma ser uma coisa boa, né?


         

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A qualidade da distração

   Acredito que a maioria das pessoas vê a distração como algo que prejudica a produtividade, coisa de vadiagem e etc. Isso só é verdade para quem não sabe trabalhá-la. 
     Imagine a situação em que você está muito focado em uma situação querendo achar a solução dela, peleja, peleja e nada. Basta você dar uma folguinha de alguns minutos, tomar uma água, olhar um pouco para cima, devanear, que a solução de repente aparece. Vez ou outra acontece.
      Ou seja, a distração também pode trazer a solução se souber usá-la, mas como ela consegue fazer isso? O certo não seria pensar em tudo que é necessário para poder chegar a tal solução?
        Tenho minhas teorias que me fazem pensar o seguinte: quando você fica focado demais, ainda mais em muita informação, mesmo que todas ou quase todas elas sejam importantes, pode ser que você tenha esquecido de considerar alguma ou algumas coisas que podem ser cruciais para o problema. Por mais que você se esforce, não sai nada. Quando você se distrai, relaxa a mente, ela começa a soltar um pouco as informações que você se concentrou e a pegar aleatoriamente outras que possam ter algum relacionamento com elas, às vezes ela pega algo crucial e acha a resposta pretendida.
             Resumindo, se após um bom tempo forçando a mente para resolver algo não tiver êxito, tente dar uma pausa e se distrair alguns minutos que pode dar mais certo.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Maneiras de ajudar a humanidade

Existem muitas pessoas no mundo que dizem ser errado ter gente morrendo de fome pelo mundo, errado gastar dinheiro demais com esporte e gastar pouco em saúde e educação, é errado corrupção, é errado isso e aquilo, mas vejamos o que estes cidadãos comuns fazem. Vamos nos concentrar nos moradores de rua dessa vez. Quando vêm um morador de rua pedindo um pacote de alimento se negam a dar, sendo que em sua casa pode haver bastante desperdício de comida sem qualquer preocupação. O que passa na cabeça dessas pessoas podem ser muitas coisas como: que é responsabilidade do governo cuidar dessas pessoas necessitadas e não a população, que estas pessoas passam por “aperto” porque, no passado, em vez de procurarem trabalhar ou estudar foram ficar de vadiagem se envolvendo com cachaça, droga, festa ou outras coisas nada promissoras.
Primeiramente, só porque é responsabilidade do governo promover condições de trabalho para as pessoas e assim evitar que cheguem a passar por necessidade, não quer dizer que não podemos ajudar essas pessoas carentes. Se na nossa casa tem roupa demais e comida que se estraga, porque não dar a quem precisa? O que nos custa dar o que não precisamos e não nos representa qualquer custo? Quanto mais pudermos fazer por estas pessoas, melhor, para atenuar o sofrimento delas e mais, como qualquer um de nós ela também é um ser humano, eu por estar em condições melhores, não posso me achar melhor do que ela de forma alguma, tem sangue circulando no corpo dela, um cérebro pensando, um coração batendo, tudo igual a qualquer ser humano no planeta! Quanto mais pudermos fazer por pessoas assim, sem nos prejudicar, é claro, mais contribuímos para tornar o mundo melhor, removemos ou atenuamos este problema que afeta a todos das mais variadas formas, sem falar que disseminamos a bondade entre as pessoas mostrando que ela existe.
Quanto ao que se pensa no que levou estas pessoas a terem essa vida, ninguém conhece a vida de ninguém, mesmo quando é intimamente próximo da pessoa, há sempre coisas ocultas. Essas pessoas podem ter terminado assim não por culpa delas, pode ter acontecido uma tragédia, podem ter sido enganadas, privadas de conhecimento ou trabalho por alguém ignorante, devem ter tido dificuldades em conseguir melhorar de vida, assim como, por más influências, podem ter ido para vícios em drogas, álcool ou outros que, quando "deram" por si, já estavam profundamente prejudicadas. Assim, ficaram sozinhas numa situação que para sair precisariam de ajuda, pois sem isso é mais difícil! Para saber a real verdade sobre o porquê de estarem assim, só perguntando a elas. Da mesma forma que eles terminaram, qualquer um de nós pode terminar, todos estamos incluídos!
            Entretanto, muitas pessoas se recusam a ajudar estas pessoas carentes porque consideram que estas as estão enganando quando, por exemplo, dizem querer comprar algum alimento quando na verdade irão comprar droga, isso não deixa de ser verdade em alguns casos. Hoje em dia, enganar é muito comum! Mas usando o bom senso e analisando o que vê da pessoa, dá para ter uma atitude mais ou menos correta! Mas, se no caso ela estiver mentindo para você, ela colherá os frutos da sua mentira mais cedo ou mais tarde! Você não tem más intenções no ato de ajudar, não é mesmo?
Para finalizar, ajudar não é simplesmente dar dinheiro ou qualquer coisa física para alguém, moradora de rua ou não, quando a mesma precisa, podem ser coisas mais simples como dar um bom conselho, apenas ouvir seus desabafos sem dizer uma única palavra, lembrar que esqueceu a bolsa em cima da mesa, orientar alguém que está perdido, entre outras maneiras. Dessa forma, como já mencionado, o mundo se torna um tanto melhor de se viver e mostramos que a humanidade ainda pode ter um pouco de bondade.