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domingo, 24 de junho de 2018

Tudo que é bom dura pouco!

           Às vezes ocorre de fazermos qualquer tarefa e nos parecer que o tempo não passa. Isso acontece apenas ao executarmos algo detestável a nós, pois tem-se o efeito oposto quando a ação é agradável. Por que isso acontece?
      Ao fazer algo por obrigação desejando estar fazendo outra coisa naquele momento, prestamos mais atenção no mundo à nossa volta e menos no que estamos fazendo, então o desencadear de eventos fica melhor percebido. Como cada um tem seu próprio ritmo, nem sempre igual ao desejado por nós, achamos que o tempo está passando devagar pelo esperado não acontecer logo. Já quando estamos fazendo algo agradável, essa atenção é reduzida, quase nula. Só nos atemos às sensações e às ações que ocorrem no ritmo desejado. Por isso, o tempo "voa".
       Vamos exemplificar: digamos que a pessoa lavará 200 peças de roupa na mão. Vai esfregar, ensaboar, enxaguar e etc. Provavelmente ninguém gostaria de um serviço desse que levasse umas 4 horas para terminar, porém, enquanto estivesse fazendo, ficaria achando demorar o dia todinho, pois olharia frequentemente para o relógio, o céu, pela janela e outros elementos no seu entorno que parecem nem se mover. Agora, se a mesma pessoa fosse curtir um domingo na praia, comendo peixe frito, bebendo cerveja, tomando banho de mar, conversando com os amigos. Ao final do dia, sentiu como se fosse menos de uma tarde, pois o que fazia estava no ritmo desejado.
    É assim, passamos por essas situações cotidianamente e podemos usar isso a nosso favor. Como? Quando estamos fazendo algo desagradável. Sem ideia de como fazer isso? Transforme ou acrescente algo agradável para ti ao que 'tá fazendo. Pegando o exemplo da roupa, bota um fone de ouvido, uma caixa de som ou o celular mesmo e fica ouvindo músicas que você gosta bem alto. Fica cantando e até fazendo alguns passinhos enquanto lava a roupa. Outra jogada é transformar a tarefa em um jogo ou brincadeira tipo esconde-esconde com a sujeira nas peças, tratá-las como se fossem crianças danadas dando trabalho para lavar e ainda te molhando todo, de queda de meteoro ao jogá-las no balde com água e coisas assim. 
        Transformar nossas tarefas em algo divertido, faz o tempo "voar" rápido, pois "tudo que é bom, dura pouco". As técnicas comentadas aqui podem ser usadas em todo tipo de tarefa "desagradável" com algumas adaptações e, a partir delas, pode inventar outras ainda mais divertidas. Quer fazer o tempo passar? Divirta-se com ele!

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Técnica da Balança

     Antes de mais nada, esta técnica não é nova, é apenas uma remodelagem de outra que vi no seriado Dois Homens e Meio, uma de duas listas que o irmão de Charlie sempre fazia quando ele ou alguém precisava tomar uma decisão difícil. E provavelmente esta deve ser muito usada por psicólogos, pediatras e outros profissionais, não sei!
     Enfim, a técnica da balança é usada sempre que tem-se que tomar uma decisão sobre algo importante e se está na dúvida. 
      Consiste em imaginar uma balança de dois pratos, um prato é do CONTRA, é onde se deve colocar tudo que indica que não deve fazer o que esta decisão pede; o outro prato é do PRÓ, é onde se deve colocar tudo que indica que deve fazer o que a decisão pede. Depois que não achar mais nada para colocar nos pratos, veja qual lado tem mais itens, o que tiver mais ganha e assim você decide pelo lado vencedor. Vou exemplificar uma situação que ocorreu comigo e usei o princípio da balança.
         Após a faculdade, fui estagiar em uma empresa que ficava a 20km da minha casa, no meio dos matos.  Para ir para lá, eu ía de carona com outro funcionário, mas isso começou a me incomodar, pois às vezes eu tinha que sair mais tarde ou ir mais tarde e desse jeito não dava certo. Então pensei em comprar uma moto, porém fiquei na dúvida se era o certo a fazer mesmo, então apliquei a balança.
        Observando a figura acima fica fácil entender, né? Como o lado do PRÓ pesou mais, obviamente eu comprei a moto e de fato isso foi muito bom para mim, pois quando quis fazer concursos em cidades vizinhas, tive transporte próprio para isso, resolver coisas da minha mãe em outras cidades também ficou fácil e a falta de prática que havia no prato do CONTRA da balança, sumiu depois, pois aos poucos fui ganhando habilidade, até pilotei motos da empresa em plena BR sem muitos problemas.
           Então, pessoal, deixo esta técnica para ajudar vocês nos seus momentos de dúvida e assim como me ajudou, provavelmente poderá ajudar vocês também. Boas decisões a todos.